Santa Cruz finaliza ciclo de contratações em ano que apostou alto em atletas em baixa

A janela de transferências para a Série B foi fechada na segunda-feira e o Santa Cruz utilizou as três vagas que tinha à disposição para inscrever para o restante da competição. Apostou em dois velhos conhecidos e em uma promessa. O volante Bileu e o meia Natan, que já tiveram passagens pelo clube e foram comandados por Martelotte no Arruda, estão de volta ao clube. Já a aposta é no meia Jeremias, que chegou ao clube neste ano para a base, mas tem treinado entre os titulares. O fim de um ciclo que já trouxe 33 atletas para o clube neste ano e que comprovadamente não deu certo.


Com o mercado da Série A fechado e com o clube com poucas opções por conta da crise financeira, a aposta nos nomes de Bileu e Natan fazem total sentido. São atletas que já provaram que funcionam sob o comando do técnico Marcelo Martelotte e que podem ser úteis neste nível da atual Série B. Não são os nomes esperados pela torcida, logicamente, mas são os que o clube tinha condições para contratar. 

A reação ao menos foi boa para o nome de Bileu. Quando as notícias sobre o retorno do volante começaram a surgir, boa parte da torcida elogiou a sua volta. Algo que foi bem diferente de Natan. As lesões no passado e o fato de nunca se afirmar como titular criam dúvidas sobre o seu aproveitamento. Ao menos na parte clínica o médico Wilton Bezerra afirmou que não há problema com o atleta. 

“É um atleta que vem há algum tempo sem lesões. Do ponto de vista médico ele foi liberado. Vinha treinando normal no Cuiabá e do ponto de vista médico está tudo bem”, explicou. 

Repetição do início do ano

Talvez se ambos repetirem os bons momentos que já tiveram no Arruda os reforços sejam encarados de outra forma no futuro. Mas neste momento as chegadas dos dois atletas que estavam disputando a Série C pelo Cuiabá é a repetição do modo de contratar escolhido pelo clube em 2017. Por ter que remontar todo o elenco, o Tricolor escolheu trazer mais atletas que tiveram bons momentos no passado e estavam em baixa acreditando que acertaria mais do que erraria. Uma escolha que custou caro e vem cobrando o seu preço até hoje. 

As eliminações no Pernambucano, na Copa do Nordeste ou na Copa do Brasil são exemplos disso e a briga contra o rebaixamento é a maior prova de que algo não deu certo em imaginar que todos esses atletas dariam certo. Por isso evitar o rebaixamento com um elenco que nunca chegou perto do seu potencial no Arruda já será algo para se comemorar. 

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