Prejuízo financeiro x desempenho: Náutico vai decidir sobre permanência no Lacerdão


A diretoria do Náutico tem uma questão importante em pauta para resolver nos próximos dias: continuar em Caruaru ou voltar à Arena de Pernambuco? O prazo inicial que o clube tinha estipulado nesta mudança de casa, se encerrou. Só que existe uma possibilidade de o Timbu continuar mandando os jogos até o final da Série B no Estádio Lacerdão. Para que a decisão final seja tomada, dois aspectos serão levados em consideração. O prejuízo financeiro e o desempenho da equipe. Até o começo da próxima semana, os diretores vão decidir.
O que pesa contra o Náutico continuar em Caruaru é o fato do clube ter de arcar com todas as despesas de logística, como hospedagem e combustível. Além disso, paga outros itens como segurança e taxa de iluminação do Estádio Lacerdão. Qualquer economia é levada em consideração pela diretoria, já que o clube passa por dificuldades financeiras e teve até de reduzir a folha de pagamento durante a temporada.
Caso jogue na Arena de Pernambuco, o time vai realizar o regime de concentração no hotel do centro de treinamento e jogará em um estádio que não dá lucro - a não ser que o público pagante seja grande - mas também não dá prejuízo. O Timbu não gasta nada com os custos operacionais da Arena. Toda a operação é paga com a bilheteria, e, a partir daí, o Timbu pode ter algum lucro (de 90% do que sobra, em média).
Apesar de conseguir sua maior renda líquida em Caruaru, o Náutico teve prejuízo nos dois últimos jogos. Somados os públicos dos jogos contra Boa Esporte e Guarani, foram apenas 4.093 pessoas. De acordo com o boletim informativo da partida contra o Boa, o Timbu teve um lucro líquido de apenas R$ 5.938,64 e contra o Guarani, de apenas R$ 6.838,15.

Em contrapartida, a diretoria analisa o fator técnico. Tem isso como primordial. Em Caruaru, o técnico Roberto Fernandes deu sequência ao bom retrospecto do Náutico como mandante. Foi apenas uma derrota - contra o Internacional. De resto, só vitórias. Alguns membros da diretoria alvirrubra têm a ideia de que, se voltarem para a Arena, estarão decretando que jogaram a toalha. E todo o esforço feito, inclusive financeiro, para o clube continuar na Série B, não compensaria mais. O Timbu tem até o dia 27 para comunicar à CBF qual o local do próximo jogo como mandante, diante do Paysandu, no dia 7 de novembro.
- Eu sou um cara muito prático com as coisas. Se o Náutico tivesse que jogar em Salgueiro ou em qualquer outro estádio, não interessa. Temos de vencer como mandantes. E fomos bem acolhidos na cidade, tivemos o apoio. Em qualquer situação, temos dois caminhos: uma a favor e uma contra. Temos pontos positivos e negativos em Caruaru. Existem coisas que na Arena são melhores, por exemplo. A opinião do treinador é importante. A do elenco, que joga, é importante também. A diretoria já sabe qual é a minha posição e dos atletas. E aí eles vão definir. Onde for escolhido, vamos entrar para vencer - disse o técnico Roberto Fernandes.

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