O que 2017 deixou de lição para o Sport

Tudo é uma questão de perspectiva, seja na vida ou no mundo da bola. Quanto maior a espera por um excelente resultado, maior a chance de decepção. Entre altos e baixos, a temporada na Praça da Bandeira poderia ser analisada como muito boa: duas finais, com o vice na Copa do Nordeste e a conquista do Estadual, oitavas de final na Copa do Brasil, melhor campanha da história do clube na Copa Sul-Americana e permanência na Série A. Porém, no ano que a estimativa de receita batia a casa dos R$ 100 milhões, um recorde em Pernambuco, esperava-se mais do Sport. E não só por parte dos torcedores, mas também dos dirigentes, que "se colocaram" na briga pela Libertadores em determinado momento. E pelo segundo ano consecutivo, o time decepcionou, chegando à última rodada do Brasileirão correndo risco de rebaixamento. Novamente, final feliz para o Leão. Mas, ao fim de cada jornada, é preciso uma avaliação. Quais foram os erros e os acertos? Quantos foram? A Folha destacou os três principais.

Falta de convicção nos treinadoresForam três técnicos diferentes em 2017. Como prova dessa incerteza nos nomes contratados, Daniel Paulista começa e termina o ano. Efetivado após salvar o time do rebaixamento em 2016, o ex-volante nunca teve a confiança plena da cúpula leonina. Foi demitido após 18 jogos, tendo 70% de aproveitamento e somente duas derrotas. Em seguida, Ney Franco chegou também sob desconfiança. Depois de 17 partidas acabou dispensado. Já Luxemburgo, mesmo com toda a pompa, durou 34 jogos. Uma ampliação de contrato chegou a ser anunciada pela diretoria. A incerteza nos comandantes reinou.

Contratações e dependência DS87/AndréEm 2015, o Sport fez uma excelente campanha no Brasileirão pelos bons coadjuvantes que tinha, como Marlone, Élber, Wendel e até mesmo Maikon Leite. Neste ano, isso não aconteceu. Além disso, o time rodou de titulares do lateral-direito até os atacantes, com exceção de Diego Souza e André. E quando esses dois não estavam num dia inspirado, a falta de peças para definir uma partida era evidente. No total, os dois marcaram mais da metade dos gols do Leão na Série A. Com a lesão de Everton Felipe, agravou ainda mais a situação. Osvaldo, Thomás, Lenis e Rogério não mostraram esse "poder de decisão". Leandro Pereira e Paulo Henrique foram peças nulas.

Desgaste da diretoria com a torcida
Declarações polêmicas sobre a "grandeza" do Sport criaram expectativa e uma cobrança gratuita. Rivais locais colocados como segundo plano, suposta luta pela Libertadores, até mesmo pelo título brasileiro, e "desistência" antecipada na Sul-Americana foram algumas das posições colocadas publicamente de maneira pouco habilidosa. Para completar, a decisão de deixar a Copa do Nordeste pode sair como um tiro no próprio pé. Caso não consiga a vaga na Sul-Americana, o Leão terá apenas três competições ano que vem. Se era descanso dos jogadores que a diretoria queria, poderá ser descanso que ela terá.

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